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sábado, junho 28, 2008

La Bordoada

Sou torcedor do Flamengo, faço parte de uma torcida que se acostumou a grandes times e bom futebol. A lembrança me traz de volta principalmente o Mengão Campeão do Mundo, com Zico, Junior, Adílio, Leandro e cia. Para não ficar apenas na paixão rubro-negra, lembro do Santos de Pelé que cansei de ver jogar, minha primeira partida no Maraca foi um Fla x Santos vencido pelo Santos. lembro do Inter de Falcão, do São Paulo de Raí e Telê, Grêmio de Renato e Paulo Cesar.
Nosso grande rival o Vasco, pode entrar nesta lista com Juninho Pernanbucano o outro Paulista e Romário.
Lembro da Máquina tricolor, fui no Maraca ver esse time de Rivelino, dar um show de bola no Bayern Munich, Campeão Europeu, no Maraca. Um jogo inesquecível.

Porque agora, à beira da conquista da Libertadores, não me parece que a torcida do Flu tenha motivos para se orgulhar deste time, que bradam à plenos pulmões, irá fazer história por ser a primeira conquista deste torneio.
Claro, o torcedor tem que comemorar, mas sejamos sensatos, mesmo que sensatez não seja característica de nenhum torcedor, ir para a final, em casa, contra a LDU do Equador, depois de ter tomado uma sova em 45 min e ter que tirar uma diferença de dois gols, deve deixar os tricolores de cabelo em pé.
Dá pra acreditar, claro, mas muito mais pela fragilidade da defesa adversária, pela força e fé da torcida, do que propriamente no time. Vá lá, tem um Conca, um Thiago Silva, mas será que no futuro a torcida tricolor quando lembrar deste time vai falar o Fluminense de Fernando Henrique? Ele sim é o grande destaque desse time, com defesas milagrosas, que já evitaram outras derrotas e nesta ultima operou mais um milagre evitando o quinto gol da LDU, o que significaria maior dificuldade e virar o resultado.

Tricolores sofrei, na quarta feira!!!

Dá para acreditar, mas não dá pra confiar.

segunda-feira, fevereiro 25, 2008

Botafogo

Foi um final de semana decisivo.
Em jogo a Taça Guanabara e a conquista de uma vaga na final do Campeonato Carioca. Mais um Flamengo x Botafogo decisivo. Um tira-teima em Taças GB. No passado, cada um havia ganho uma em decisões entre eles. Outro tira-teima após uma sequência de empates eletrizantes nos últimos cinco jogos.

O Botafogo tem torcedores diferentes. Não sei definir completamente, o Botafogo não ganha muitos títulos, nem sempre chega nas finais, seu torcedor é um apaixonado indiferente, com surtos de loucura fulminante e desespero incontrolável. Ele é engraçado, fanático e ao mesmo tempo tem ares de lucidez. Todos os botafoguenses que eu conheço são especiais, diferentes dos outros torcedores. É um anti-herói. O anti-herói é aquele que foge ao estilo clássico do herói. Não é forte nem bonitão, não é galã, às vezes inteligente mas as coisas podem acontecem a seu favor, mesmo que ele não queira.

O jogo termina com a vitória do Flamengo. Uma decisão pra ser legal tem que ter uma dose maciça de emoção, polêmica e nervosismo. Não dá pra ficar assistindo como a um jogo de tênis, em silêncio. E essa teve de tudo.


Até o descabido descontrole geral do Botafogo. O que foi aquela coisa, um monte de marmanjos, choramingando, um presidente demissionário em público, no olho do furacão. Lembrei da "Tropa de Sofredores" . Esse ano desandou cedo.

Aquele chororô todo, foi causado por tantos motivos, de tantos acontecimentos contrários, tantas coisas que disseram e fizeram contra o Botafogo que dava pena de se perceber que tudo aquilo iria virar chacota. Eram um bando de pobre coitados, infelizes, orfãos de uma vitória. Vítimas de uma conspiração imaginária. Meus amigos botafoguenses não mereciam.

As vitórias são feitas de momentos sublimes, decisivos, principalmente inspirados, por isso marcantes e belos.
Já estava 2 x 1 para o Flamengo quando foi lançada uma bola sobre a área, por cima da defesa, encontrando Wellinton Paulista, o artilheiro, os corações param por um instante, os olhos procuram um impedimento que não havia. O goleiro sai em total desespero. O artilheiro, mata no peito de forma clássica, dá um voleio e... a bola vai para a geral se ela ainda existisse, junto vão os sonhos botafoguenses e o coração rubro-negro volta a funcionar animado.

Poderia ter sido assim, o artilheiro, mata no peito já sabendo do desespero do goleiro, antecipando o pior, quando a bola descai um pouco ainda sobre seu controle ele a levanta levemente com o pé direito, encobre o goleiro que passa lotado, o artilheiro ainda é tocado pelo desespero do goleiro que tenta fazer um penalty como um último recurso, mesmo desequilibrado o artilheiro toca de cabeça e empata a partida.

O que aconteceria depois é imaginação, mas ninguem esqueceria esse momento.

Faltou foi talento.