quinta-feira, dezembro 29, 2005

Agradecimeto Especial

Mais um ano em nossas vidas se passou.
Só há o que agradecer, principalmente a Deus, por me mostrar que sem o meu esforço, toda a sua luta para me indicar os melhores caminhos teriam sido em vão. E também por todas as lições de vida que tive nesses últimos meses, acrescentaram ao meu currículo, paciência, tolerância, persistência, calma, prudência entre as matérias que mais se destacam.

É tempo de agradecer a minha família por ter sido o apoio necessário em todos os momentos que mais precisei. Por ser o motivo principal de minha felicidade e o alimento para o amor que me sustenta.

Aos amigos, pelas histórias que ouvi e pude contar, pelas aventuras, festas, encontros que pudemos partilhar. E também nos dar sempre a oportunidade de, de enxergar a vida como ela, é tão bela e divertida, mesmo sabendo que ela pode ser dura. Com os amigos pude contar em todos os meus momentos para poder rir de tudo e me manter alegre.

A todos aqueles que puderam de alguma forma colaborar para que o meu trabalho pudesse crescer, para que eu pudesse acreditar que a cada dia haveria um dia melhor que o outro. Aos meus amigos clientes pela oportunidades que me deram ao reconhecerem o meu esforço em buscar a condição ideal para satisfazer a todos os interesses. Aos fabricantes por acreditarem que eu era capaz de enfrentar e vencer os desafios que se apresentam.

A todas as pessoas conhecidas ou não que passaram em minha vida neste ano e que pela simples presença puderam ser a ponte necessária para que a minha caminhada pudesse prosseguir ou mesmo que tenham dificultado o acesso me proporcionando assim mais um exercício de criatividade para descobrir alternativas.

E novamente agradeço a Deus por ter me dado a oportunidade de conviver por mais tempo com minha mãe e Tios tão bons como Flávio e Diney que agora compartilham de tua presença conduzidos à vida eterna em busca de sua evolução espiritual.

Aos meus leitores, anônimos ou não, que têm a paciência de ler o que escrevo e às vezes até elogiam, um agradecimento muito especial, pois me fazem acreditar que a inspiração é um exercício que eu devo continuar praticando.

Obrigado e Feliz 2006!

quarta-feira, dezembro 14, 2005

Tio Diney

Meu Tio, meu Pai.
Lembro de ti, sempre a ajudar seu velho pai.
Nas vezes em era chamado, nunca o vi faltar.
Nas noite de Natal, quando criança.
Nos dias de pintura na casa.
Houveram momentos difícies
Dos quais nunca entendi o motivo
Do seu jeito, ele preferia guardar para si mesmo.
Houveram conselhos que ouvi
Houveram conselhos que falei
Aprendi sempre contigo e não esquecerei.
Meu velho caipira
Daquelas festas juninas
Nunca vi ninguém lhe superar
O amigo fiel
O sorriso, sacana
Deixa saudades
A sua missão você cumpriu
E nunca reclamou do seu destino
Siga seu caminho de cura, em paz
RIP.

Quinze Dias

Domingo, em uma conversa fiada a caminho do enterro dos ossos do churrasco que comemorou os quinze anos da minha querida Nathalia divagamos sobre minha mãe. Falava-se das oportunidades que ela teve de resgatar dívidas com seus entes mais queridos. Em silencio eu pensava ainda falta alguma coisa.
A tarde corria serena, não havia mais tanta emoção na TV, Galvão torcia pelo Timão mais ainda não era a hora, o Mengão havia escapado da degola, o futebol dava sono. Era hora de voltar para casa, ver um filme, escrever no blog, o que viesse.
E veio a notícia, um telefonema de meu irmão despeja sobre mim a possibilidade de perder a minha mãe, um turbilhão percorre meu corpo, é muito grave, o que quer dizer?!? Começa aí quinze dias de angustia, emoção, tristeza e alegria, ou milagres.
Achava que naquele dia perderia minha mãe para uma parada cardíaca, para um AVC, para um mal que não se sabia qual era, para a vontade de Deus, pois ao médico coube a missão de informar, só um milagre!
Segundos, angustia, minutos, angustia, horas, angustia, perguntas sem resposta, tudo é possível até um milagre. O Milagre começou a se materializar em uma meningite, em um estado de coma que durou três dias, que apertou o meu peito de tal forma que parecia explodir, precisava extravasar. Só o mar, só o Sol poderoso, a se pôr lentamente no horizonte, me dizendo que tudo tem seu tempo, que a vida é uma onda após a outra, mais intensas, mais suaves, infinitas, vindo do horizonte. O Sol se põe, o céu se ilumina de fogo, a noite cai, junto com minhas lágrimas, no hospital minha mãe acorda.
Quarta feira, a vida nos traz surpresas e minha mãe se mostra feliz ao ver seus três filhos, que os caminhos da vida se encarregou de distanciar e uma onda do destino se encarregou de reunir.
Domingo, céu azul, sol, um dia lindo para comemorar a recuperação de minha mãe e encontrar forças para visitar o meu tio Diney, sabedor que a qualquer momento uma onda poderia levá-lo, o seu Sol iria se pôr para sempre. A esperança era que ele ficasse bem. Tive uma única oportunidade na sua dor de lhe dar um conforto maior nesse dia, com uma boa conversa, como um bom ouvinte, pela segunda vez em sua vida ele me indicou caminhos sem dizer nada, saí de lá mais leve.
Céu azul, noite sem nuvens, estrelas à vista, Pearl Jam na apoteose do rock para nos oferecer mais emoção, com a música que aquece a alma, que eleva o coração, na voz de Eddie Veder, na voz do povo, na bandeira do Brasil, que precisa que o povo cante mais alto contra aqueles que não tem coração, que matam em ônibus, que roubam no governo, que desprezam a cidadania e o amor ao próximo.
Quinta feira, minha mãe sai do hospital, em casa aproveita a nova oportunidade que tem e vê em tudo aquilo que era normal uma beleza que ela não percebia, Do outro lado da cidade meu tio Diney vai para o hospital. O Sol poderoso, se põe devagar, esconde-se em uma noite nublada, escura, não se vê estrelas no céu.
Sexta feira, o começo da madrugada, o final de uma vida.