sábado, agosto 31, 2013

Deserto

Só, somente só
A espera é longa
corroído pelo tempo
estou deserto

Espero um homem
companheiro solitário
e pensativo
o apoio, discreto

Uma mulher, em reflexão
reativando memórias
sonhando o futuro
a acolho, em imaginação

Um casal, em juras de amor
com sorrisos e carícias
a cerca da felicidade
os aceito, em emoção

Os dias vem e vão
os que a mim vieram
trouxeram segredos
estórias deixaram

Só, somente só
em dias de sol
em dias de chuva
em noites enluaradas.

quinta-feira, julho 25, 2013

O Papa entre Nós


Um Papa carismático está entre nós. Ele pede aos jovens de todas as idades que tenham fé. Que acreditem nos seu sonhos e que tenham Deus em seus corações. Ele pede que prestemos a atenção a essas pequenas coisas. Um simbolismo com o comportamento que temos diariamente, quando damos importância coisas menores.

quarta-feira, abril 17, 2013

O Mundo Gira no Rock 'n' Roll

O MUSE é uma das minhas bandas preferidas.
Considerei muito ir nesse dia ao Rock in Rio, mas por acreditar que ainda haverá oportunidade de ver o MUSE em outra ocasião, optei por um desejo antigo ver Bruce Springsteen, o velho e poderoso Chefão americano.



O MUSE ficou pro Ayrton Lopes, que me remete a um tempo que mamãe Sandra Silva ainda me acompanhava nessas aventuras roqueiras, enterradas num longínquo 1985, na grama lameada, quando chegaram juntas ao solo carioca um monte de grandes bandas roqueiras, que naquela época eu só via em sonhos num céu de diamantes. Esse sonho mamãe não acompanhou e ficou tudo parado lá. Num daqueles dias Regina Fagundes, descobriu que cachaça se bebe como água, heavy metal é um mundo que existe, que nesse mundo tem pirâmides, um monstro enlouquecido que pega guitarristas, que ele se chama Eddie e que o Iron Maiden é The Best!



Mas um mundo melhor gira e o tempo passa por outras bandas, por outros teatros de sonhos que Diego Bellato, ainda criança, um dia descobriu, sonolento que seus ouvidos jamais seriam os mesmos.
E como gira volta ao início, lembra disso?


Lá estava eu gravando para a eternidade minha voz, com medo que a escuridão me fechasse os olhos antes de ver que o Vinicius, que tia Céia preocupada me recomendou, se libertasse das suas correntes e descobrisse que Sepultura levanta poeira e que pular e gritar num headbanger alucinante abre caminho para um mundo, que tem um monstro enlouquecido que pega guitarristas, que ele se chama Eddie e que o Iron Maiden é The Best!
Só meu pai pra mostrar esse mundo novo diria Guilherme Cholbi que soou aos meus ouvidos como um solo do Neil Young daqueles que nunca terminam.




Não estarei lá pra ver Ayrton e suas descobertas, mas a emoção já começou, vou esperar que ele me conte, como me contou Michel Pereira - leia 
em Rádio Piratha - na ultima vez que lembrei que rock and roll lava a alma.




domingo, maio 20, 2012

Luzes da cidade - Cristo e a Fotografia

Há dois meses tomei uma atitude que mudaria a minha vida. Resolvi aprender a fotografar profissionalmente.
A palavra "profissional" cria uma expectativa pelo que você irá ler adiante, sugiro não leva-la ao pé da letra.
Depois de embaralhar minha mente com palavras como fotometria, número F, diafragma, histograma entre outras, adicionadas a breves teorias sobre entrada e saída da luz; temia ser incapaz de ir adiante, saber controlar tanta informação e pô-las em prática sem que o HD cerebral entrasse em colapso.

A tensão aumentava, principalmente pelo fato de que alguém que se proponha a ser um profissional de fotografia, precisa no mínimo de uma câmera e não é o meu caso.  Convidado a uma aula teórica no Mosteiro de São Bento no Rio de Janeiro, local que, apesar de carioca, ainda não havia conhecido. Chegando lá a escuridão imperava e fui avisado pela Daiane que era muito difícil fotografar lá. Daiane, alem de minha futura nora tem bastante responsabilidade pelo momento aprendizfotógrafoansiosoestressado que vivo. Ela iniciou um curso básico, com a coragem que não tive a vida inteira. Era a senha. Chegou a hora e como aprendi, tudo tem seu tempo.

Pedi a câmera de Lady Dai e fui me aventurar num terreno escuro e o brilho por trás da escuridão se revelou para mim.

Lembra quando falei que o profissional, não era pra ser levado tão à sério? A foto ficou "tremida" porque não achei o termo técnico pra substituí-la. Mas eu vi a luz!


Desacelerei o coração e a mente entrou em total estado de excitação. Um apoio e uma foto mais clara poderia surgir, serve esse mural de madeira que separa o salão do corredor lateral do Mosteiro.


Pois é... não funcionou, mas não me dei por vencido. Há chão firme sob meus pés e um mosaico sobre minha cabeça.


Saí de lá empolgado. E decidido a arrumar uma câmera. E é uma Nikon 8800 VR e seus limitados recursos perto do que se tem hoje. Mas o suficiente para começar a me empenhar ainda mais no aprendizado.


Uma semana depois, aceito um convite para um evento sobre a prevenção e cura da Hepatite C a ser realizado no Cristo Redentor e a subida no Trem do Corcovado seria ás 17 hs. Aceitei, confesso sem ligar para o evento e sim pela possibilidade de fotografar de lá a Cidade Maravilhosa à noite. E lá fui eu, dona Regina a diretora Leila que proporcionou o evento através de uma amigo no Facebook e seu marido e meu prino Cidinho, que, assim como eu não conhecia o Mosteiro, ele debutava no Cristo Redentor.

Lembra que falei pra não levar tão à sério a expressão profissional? Pois é, ela vem junto com uma pequena carga de pressão por fotos perfeitas da parte dos amigos, ainda que não seja explícita.
Chegamos pontualmente, há de se destacar que, é coisa rara em se tratando das pessoas envolvidas.
O entardecer era de céu claro, sem nuvens em volta do monumento, o que me fez lembrar dos meus amigos de Cascavel que em dezembro passado, não tiveram a mesma sorte.

Algumas fotos no automático da câmera, para liberar a pressão dos companheiros de passeio e não correr o risco de não ter registrado o momento por ser um "profissional" e fui à luta. Verdadeiro combate entre eu, a escuridão, o brilho do Cristo Redentor e os poucos recursos da câmera. Sempre vendo a assombração de meu professor Edson Gama, me respondendo, quando perguntei se conseguiria fazer alguma foto com aquela Nikon... NÃO! Mas junto com um incentivo... TENTA...





E eu vi a luz pela segunda vez em uma semana!

Lembra aquela história do "profissional"? Nunca leve isso à sério!

A emoção que senti depois dessas experiências, não se descreve num blog, não é possível compartilhar plenamente. Um dia provavelmente vou dizer a mim mesmo que essas fotos são... o que importa?
O que me atrai são as possibilidades. Os olhos com que passo a olhar o mundo.

Profissional? Emocional é muito melhor!

Vejam todas as fotos no Facebook e Google+

E lá no Cristo Redentor o vento estava muito frio!

quinta-feira, junho 30, 2011

Diversionismo Desgastativo

"Calunismos! Não obstante o Facebook permitir confabulâncias sigilentas. Prafrentemente, quem não reconhecer em seu linguajar coloquiamento sigiloso, com todos os acautelatórios vastamente pesquisados nos anais e menstruais da História, não merece adulância. Emboramente, como na imprensa lida, olhada e escutada, diversionismo desgastativo seja comum, nunca li ideia desapretechada de sensatismo em suas palavras. É apenas opinião de gente badernista, desaforista e subversenta."



Quantas vezes ao traduzir seu pensamento em palavras, escritas ou faladas, notou em seu leitor ou ouvinte, interpretação diferente do seu raciocínio original?
É interessante descobrir que sua mensagem atinge campos que inicialmente você nem poderia imaginar. Dando a ela sentido poético, expandindo-se dentro da imaginação de quem comunica.
Ainda que as palavras tenham essa capacidade de viajar pelos caminhos da imaginação, podem ser tratadas como ofensivas ou agressivas quando originalmente tenham sido agrupadas para acariciar ou elogiar.

O parágrafo que abre esse texto, foi inspirado em Odorico Paraguaçu, Prefeito da cidade de Sucupira, personagem criado pelo dramaturgo Dias Gomes, simboliza o político do interior brasileiro na maneira de se expressar, mas que bem poderia ser comparado a qualquer um participante do Congresso atual, no seu comportamento. Utiliza vários neologismos criados pelo personagem, para fazer uma brincadeira com um amigo muito querido. Postada no Facebook, foi alvo de vários comentários, críticos em sua maioria o que provocou verdadeiro frisson no grupo de debates Opinião.

É notório, lendo-se os comentários, que poucos entenderam a mensagem, talvez pela dificuldade em decifrá-la ou por não terem tido tal preocupação. O fato é que a língua portuguesa pode ter suas limitações, mas sua interpretação é dotada de asas para voar.  

A obra satisfaz ao seu criador, quando vai alem das fronteiras da sua imaginação e deixa livre a quem aprecia para levá-la alem. Nesse caso, porem, ao criador cabe trazê-la de volta dando-lhe tons esclarecedores e traduzindo sua mensagem.

Calúnias! Ainda que o Facebook, possibilite conversas particulares, no futuro quem não reconhecer em seus textos, palavras com todos os predicados, vastamente pesquisados nos anais da História, não merece respeito. Embora como na imprensa escrita e falada, desgastantes divergências sejam comuns, nunca li ideia desprovida de sentido em suas palavras. É apenas opinião de gente, baderneira, desaforada e bajuladora.  

quinta-feira, agosto 26, 2010

O Baú

havia um baú que o tempo envelheceu
nele, memórias riscadas sobre papéis
que amarelam com o sol
inertes e esquecidos

memórias apaixonadas
memórias sobre conflitos
memórias sobre incertezas
ritos de passagem

Reflexões

Meu coração era um vagabundo
desprovido de razão
vagava por esse mundo
carente de uma paixão

Era o que queria dizer quando incentivado por um amigo, transformei meus pensamentos em frases perdidas numa folha de papel. A adolescência nos revela desejos doloridos que nos marcam a vida, com uma pureza que só enxergamos mais maduros.

Capturando o Vento

A palavra entusiasmo vem do grego e significa "ter um deus dentro de si". Os gregos eram politeístas, isto é, acreditavam em vários deuses. A pessoa entusiasmada era aquela "preenchida" por um dos deuses e por isso poderia transformar a natureza e fazer as coisas acontecerem. Assim, se você fosse entusiasmado por Deméter (deusa da Agricultura, chamada Ceres na mitologia romana) você seria capaz de fazer acontecer a melhor colheita, e assim por diante. Segundo os gregos, só as pessoas entusiasmadas eram capazes de vencer os desafios do cotidiano, criar uma realidade ou modifica-la. Portanto, era preciso entusiasmar-se, ou seja, "abrigar um deus em si"!




Por isso, as pessoas entusiasmadas acreditam em si, agem com serenidade, alegria e firmeza. E acreditam igualmente nos outros entusiasmados. Não é o sucesso que traz o entusiasmo, é o entusiasmo que traz o sucesso. O entusiasmo é bem diferente do otimismo.


Otimismo significa esperar que uma coisa dê certo.


Entusiasmo é acreditar que é possível fazer dar certo.

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