quarta-feira, março 08, 2006

Reciclagem de Matéria Prima

Lá em baixo, reproduzi um texto que recebi por email, atribuído a João Ubaldo Ribeiro com o título Precisa-se de Matéria Prima Para Construir um país. Sinceramente não acredito que estas mensagens enviadas por email assinadas por celebridades da impressa ou literatura sejam realmente destas pessoas, não sei tambem o que ganharia um autor ao assinar com o nome de um famoso, um texto de sua inspiração. Assim, se realmente João Ubaldo o escreveu, sinto-me honrado em tê-lo no meu blog e só tenho que agradecer.
Agradeço, mas não concordo com tudo. Sempre defendi que o governo serve de exemplo para o povo, assim como os pais servem de exemplo para os filhos, mas toda a regra tem a sua excessão. A meu ver o modelo que vem de cima proporciona as agruras de nosso povo em busca de uma melhor solução para seu bem estar.
Porque pagar impostos se os benefícios que eles trariam são para poucos ou nenhum, são para beneficiar corrupção, roubalheira, golpes, desvios, desmoralização pública de deputados, senadores, juízes entre outros.
Governantes cometem todos esses atos fora da lei, não recebem uma punição adequada e ainda que possam ser cassados, sempre saem por cima, com uma aposentadoria polpuda aqui, milhões na conta ali, disse me disse sem solução.
Tudos esses exemplos de impunidade, como nas novelas da televisão, o que vemos são os vilões fazendo maldades o tempo todo, para ser punido no ultimo capítulo, daí para frente são esquecidos como se tudo tivesse sido resolvido e ficado na nossa imaginação de que a punição foi o melhor castigo, só na imaginação.
Sou a favor de que o povo proteste, saia da inércia, levante sua voz, a bandeira da indignação, para tudo aquilo que lhe é imposto, para tudo aquilo que possamos entender como inversão dos valores éticos, clamar para que o sistema mude.
Enquanto houver cancer no coração do país, não vai haver remédio que possa curá-lo. Só assim podemos ter um povo melhor, com mais educação, mais cultura, mais determinação, com o comportamento decente de um povo evoluído.

O Bom Futebol

Como torcedor e apreciador do bom futebol, defendo que os jogadores de hoje em dia não sabem roubar uma bola sem atropelar o adversário ou matar literalmente a jogada, sempre comento sobre esse assunto com minha esposa e meus filhos nas transmissões pela TV, já que ir ao Macaranã, que era um dos prazeres da juventude passou a ser uma aventura de risco por vários motivos.
Lembro-me os tempos de garoto e adolescente, quando nossos ídolos eram Rivelino, Tostão, Pelé, Dirceu Lopes, Ademir da Guia, Jairzinho, PC Caju, Zico, Junior entre outros. Jogávamos peladas no paralelepípedo da Pracinha na Penha ou na quadra do Parque Ari Barroso e a principal regra da pelada, se não a única, era proibido fazer falta!
Claro que aconteciam choques que o próprio esporte proporciona, mas eles eram evitados ao máximo, por que cair no paralelepípedo era contusão certa e caso alguma falta proposital acontecesse dava até briga entre os amigos.
Alem disso, até que a quantidade de “atletas” fosse ideal para a formação de dois times, como aquecimento, brincávamos de cruzamento onde havia um goleiro, um zagueiro, vários atacantes sendo que um deles cruzava sobre a área. Naturalmente os atacantes buscavam o gol, mas só valia enquanto a bola estivesse no alto, ao cair no chão, anulava a jogada e voltava para o cruzamento. A cada gol o seu autor, passava a goleiro, este iria para o cruzamento, quem cruzava para zagueiro e este para atacante, podíamos dizer que jogávamos nas onze, alem disso aprendíamos a dar um passe no cruzamento, controlar a bola no alto, cabecear, matar no peito, cortar um cruzamento e ainda fazer uma defesa difícil. Era só diversão e treinamento apenas pelo prazer do futebol.
Anos depois, em outro endereço, já casado e com dois filhos que gostam do futebol, fui convidado por eles e por seus amigos que curtiam a minha habilidade com a bola, fui convidado para uma pelada de rua como aquela que jogava quando criança. Achei boa a idéia de relembrar os bons tempos e participei, porem os ídolos agora são outros e o que os garotos admiram é chegar junto, a falta é do jogo e futebol é pra homem, é jogo para o físico e não para a mente, foi uma participação apenas e nunca mais, preferi as peladas com o pessoal da antiga da minha idade que tinham os meus ídolos, até que uma contusão séria no joelho, encerrou minha carreira, mas me machuquei sozinho.
Fica claro que não há preocupação alguma com a categoria hoje em dia, com o treinamento nas divisões de base, é melhor o Brasil ganhar logo o hexa esse ano por que um futuro mais pobre está por vir.