O MUSE é uma das minhas bandas preferidas.
Considerei muito ir nesse dia ao Rock in Rio, mas por acreditar que ainda haverá oportunidade de ver o MUSE em outra ocasião, optei por um desejo antigo ver Bruce Springsteen, o velho e poderoso Chefão americano.
O MUSE ficou pro Ayrton Lopes, que me remete a um tempo que mamãe Sandra Silva ainda me acompanhava nessas aventuras roqueiras, enterradas num longínquo 1985, na grama lameada, quando chegaram juntas ao solo carioca um monte de grandes bandas roqueiras, que naquela época eu só via em sonhos num céu de diamantes. Esse sonho mamãe não acompanhou e ficou tudo parado lá. Num daqueles dias Regina Fagundes, descobriu que cachaça se bebe como água, heavy metal é um mundo que existe, que nesse mundo tem pirâmides, um monstro enlouquecido que pega guitarristas, que ele se chama Eddie e que o Iron Maiden é The Best!
Mas um mundo melhor gira e o tempo passa por outras bandas, por outros teatros de sonhos que Diego Bellato, ainda criança, um dia descobriu, sonolento que seus ouvidos jamais seriam os mesmos.
E como gira volta ao início, lembra disso?
Lá estava eu gravando para a eternidade minha voz, com medo que a escuridão me fechasse os olhos antes de ver que o Vinicius, que tia Céia preocupada me recomendou, se libertasse das suas correntes e descobrisse que Sepultura levanta poeira e que pular e gritar num headbanger alucinante abre caminho para um mundo, que tem um monstro enlouquecido que pega guitarristas, que ele se chama Eddie e que o Iron Maiden é The Best!
Só meu pai pra mostrar esse mundo novo diria Guilherme Cholbi que soou aos meus ouvidos como um solo do Neil Young daqueles que nunca terminam.
Não estarei lá pra ver Ayrton e suas descobertas, mas a emoção já começou, vou esperar que ele me conte, como me contou Michel Pereira - leia em Rádio Piratha - na ultima vez que lembrei que rock and roll lava a alma.
Nenhum comentário:
Postar um comentário